| Entrevista com Ana Salgado |
Entrevista com Ana Salgado, atleta Iniciada Feminina da Gafanhoeira, a mascote da boa disposição. (Fed. nº4141)
Quais as modalidades desportivas que já tinhas praticado antes da Orientação e porque te dedicaste à Orientação?
O que pratiquei antes da Orientação foi nas Escolas e Escolinhas do

Desporto, ou seja tinha muitas modalidades. Quando surgiu a ideia para ir para a Orientação, eu fui, gostei e fiquei. E hoje sou federada e gostava de estar federada por muitos anos. Eu dediquei-me à Orientação por gosto, porque podemos descontrair na natureza e praticar um desporto que é muito saudável.
No escalão de Iniciadas Femininas tens conseguido a nível nacional algumas vitórias, juntamente com a tua colega Rita Rodrigues. Como é a vossa relação e que objectivos tens para o ano no teu primeiro ano de juvenil?
Bom… A minha relação com a Rita Rodrigues é muito boa. Nós somos muito amigas. Quando acabamos uma prova vamos ver os erros que fizemos e ver os parciais. Gosto de competir com ela. O meu principal objectivo é evoluir mais e poder ter bons resultados nas provas. Ganhar vai ser muito difícil porque há algumas atletas melhores do que eu, mas vou fazer tudo o que poder para obter bons resultados e ficar bem posicionada no ranking. Quero interpretar melhor o mapa para poder ter bons resultados e fazer parte da equipa de estafetas com as minhas colegas do clube. Para o ano que vem já sou juvenil, sei que posso não ganhar as provas, mas sei que vou ganhar mais experiência do que tenho agora.
Tu és das atletas que claramente mais evoluiu física e tecnicamente. Ao nível físico eras conhecida pela “bolinha” e a nível técnico pela “colas”. Queres falar um pouco disso agora que és uma atleta? Dás importância a essa evolução?
Isto tudo era verdade a nível físico era conhecida pela bolinha porque era gorda e nunca era capaz de correr muito e de fazer orientação. A nível técnico era conhecida pela colas porque eu não sabia ainda fazer orientação lá muito bem, e então quando via alguma pessoa do meu escalão eu ia logo à cola dessa pessoa. Agora já não sou assim, evoluí fisicamente e tecnicamente graças ao meu treinador porque senão ainda hoje era conhecida pela bolinha e a colas.
Qual a prova que mais gostaste de fazer? E quais os tipos de terrenos que preferes para fazer orientação?

Bom... Gostei das provas todas mas a que gostei mais até agora foi o Norte Alentejano O’meeting. Gostei desta prova porque o terreno era interessante. Para praticar Orientação o terreno ideal tem de ter pedras e com curvas de nível, mas com caminhos e vegetação.
Este ano, na prova de apuramento para o campeonato do mundo de Desporto Escolar, no primeiro dia, a vossa equipa da Escola de Arraiolos, em Iniciadas femininas estava com 13 minutos de avanço para ir representar Portugal na Escócia. Como é que vês agora ter estado tão perto e no segundo dia tudo se ter alterado?
Primeiro que tudo gostei da prova de apuramento do desporto escolar. No primeiro dia ficamos em primeiro, porque correu tudo muito bem mas no segundo dia ficamos em segundo. Hoje não me importo de ter ficado em segundo, porque o mapa no segundo dia era muito difícil e eu não tenho muita experiência. Podemos não ter ido este ano, mas para o ano vamos tentar novamente ir representar a nossa escola ao Mundial. Aí já vamos ter mais experiência.
Na prova de 17 e 18 de Maio estarás mais uma vez na organização do evento. Que funções costumas ter antes, durante e depois da prova?
Antes da prova, no dia anterior vou ajudar a colocar as estacas, as balizas e outras coisas. No dia faço a prova ou fico ajudar no que for preciso. A seguir vou recolher pontos, arrumar as chegadas e as partidas, arrumar o secretariado, as balizas, as estacas e depois de tudo arrumado vamo-nos embora.
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