| Entrevista com Manuel Horta |
Entrevista com
Manuel Horta, jovem natural de Pavia e atleta Júnior Masculino da Gafanhoeira (Fed. nº 4429).
Tu praticas atletismo em Pavia e fazes Orientação na Gafanhoeira. Como é que concilias as duas coisas?
Para mim praticar atletismo e orientação simultaneamen

te é bastante bom, pois, o meu clube de atletismo é da minha localidade e o de orientação não. Assim, só me desloco para os treinos de orientação para fazer os treinos técnicos, já que os físicos são todos os dias na minha localidade. Um aspecto negativo é ter provas das duas modalidades no mesmo dia. Nesses casos, opto pela mais importante dentro da modalidade.
Tu és dos poucos atletas que vive fora do concelho de Arraiolos e treina orientação na Gafanhoeira. Como é isso possível?
Como mencionei na questão anterior, o atletismo faz com que só tenha que treinar às quartas, sextas e domingos orientação. Às quartas e sextas fico na escola de Arraiolos, que frequento, para os treinos e aos domingos o meu pai leva-me a Arraiolos.
Tens grandes possibilidades de ser chamado a selecção nacional de H18 para participar no EYOC na Suíça. Esperavas há um ano, poder lutar por esse objectivo?
Comecei a praticar orientação esta época, quando entrei não tinha quaisquer expectativas mas ao decorrer da época e com provas a correr cada vez melhor, assim que soube que existia o EYOC e o que era fiquei interessado. Acho que tenho possibilidades de ir porque sou do último ano do escalão H18 e a competição é escassa em Portugal. Posso não ir se uma prova de apuramento me correr mal ou tiver que faltar pois faltei ao POM e já não há mais para faltar.
Participas num dos escalões mais competitivos, prova disso é que um dos teus adversários foi já campeão da Europa. Como é começar a praticar orientação, no escalão de juniores, com tantos atletas de nível?
Nas primeiras provas que fiz no escalão de juniores fiquei nos últimos lugares, mu

ito longe dos primeiros. Mas ao decorrer da época apercebi-me de que existe um grupo de atletas que fica sempre à frente uns muito próximos dos outros e tenho-me aproximado cada vez mais desse grupo, o meu objectivo é conseguir entrar nele mas mesmo que não consiga não faz mal, pois, eles tão nos últimos anos do escalão e eu no primeiro.
Quais são para ti os grandes objectivos e vantagens de uma organização como esta (1º Ori-Sabugueiro) no concelho de Arraiolos?
A organização de eventos como este só tem aspectos positivos, trazer pessoas de outras zonas do país ao concelho, divulgar a modalidade, mostrar às pessoas do concelho que existe um clube de orientação e que quem quiser pode praticar, ajuda ao desenvolvimento económico e social do clube e a acumulação de mapas da zona que é muito bom para os atletas do clube treinarem.
No Ori-Évora este ano tens vencido muitas provas no escalão médio. Para quando participar no escalão difícil?
As provas do troféu Ori-Évora, para mim são mais treinos que provas, pois, tenho objectivos maiores, como o apuramento para o EYOC, não importa muito ganhar este troféu, apesar de ser bom ganhar, sempre motiva. Portanto participar no escalão difícil é para breve.
Download da Entrevista Completa